Trump diz que Apple e Intel fecharam acordo para fabricar chips nos Estados Unidos

Por Márcio Jandrey, Portal América.

A Apple poderá voltar a trabalhar com a Intel na fabricação de chips nos Estados Unidos, segundo uma declaração feita pelo presidente Donald Trump nesta quinta-feira (18). Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que as duas empresas chegaram a um acordo para projetar e produzir semicondutores em território americano, reforçando os esforços do governo para fortalecer a indústria nacional de tecnologia. Embora nem a Apple nem a Intel tenham confirmado oficialmente a parceria, informações divulgadas anteriormente pelo Wall Street Journal indicam que as negociações entre as empresas já se estendem há mais de um ano.

A possível parceria surge em um momento em que a Apple busca reduzir sua dependência da fabricante taiwanesa TSMC, atualmente responsável pela produção dos processadores utilizados em iPhones, iPads e Macs. A forte demanda por chips avançados impulsionada pela inteligência artificial tem pressionado a capacidade produtiva da TSMC, levando grandes empresas do setor a procurarem alternativas para garantir o fornecimento de componentes. Caso o acordo seja concretizado, a expectativa é que a Intel produza inicialmente versões de processadores destinadas a alguns modelos de Macs e iPads, ampliando a diversificação da cadeia de suprimentos da gigante de Cupertino.

Para a Intel, o contrato representaria uma importante vitória em sua estratégia de recuperação no mercado global de semicondutores. Sob a liderança do CEO Lip-Bu Tan, a companhia tem intensificado os investimentos em fabricação avançada e atraído o apoio do governo americano, que adquiriu uma participação de 10% na empresa em 2025. A repercussão da possível parceria foi imediata no mercado financeiro, com as ações da Intel registrando forte valorização após a declaração de Trump. O acordo também reforça a política da Casa Branca de incentivar a produção de chips nos Estados Unidos e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros em um setor considerado estratégico para a economia e a segurança nacional.

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