O Exército dos Estados Unidos anunciou uma nova fase de sua operação militar voltada ao combate ao narcotráfico na América Latina, que passa a se chamar Força-Tarefa Conjunta para o Hemisfério Ocidental. Segundo o Comando Sul dos EUA (Southcom), a iniciativa substitui a Operação Lanças do Sul, lançada em 2025, e terá como objetivo intensificar as ações contra cartéis de drogas e outras ameaças à segurança na região. A estratégia prevê a aplicação de “pressão sistêmica total” sobre organizações criminosas e faz parte da política adotada pelo governo do presidente Donald Trump para ampliar o combate ao narcotráfico no continente.
Além da mudança de nome da força-tarefa, o Southcom confirmou a realização dos exercícios militares Panamax 26, que ocorrerão na região do Canal do Panamá com a participação das Forças Armadas de 18 países, entre eles o Brasil. De acordo com os militares norte-americanos, as manobras têm como finalidade fortalecer a cooperação internacional, ampliar a capacidade de resposta conjunta e reforçar a segurança do Hemisfério Ocidental diante de ameaças relacionadas ao narcoterrorismo. Embora os exercícios sejam realizados anualmente pelos Estados Unidos e Panamá, esta será a primeira edição com um número ampliado de nações participantes.
A nova etapa da operação ocorre poucos meses após os Estados Unidos anunciarem a criação da Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis, iniciativa que reúne diversos países latino-americanos para coordenar ações contra organizações criminosas transnacionais. Apesar de boa parte dos participantes do Panamax 26 integrar essa coalizão, países como Brasil, México, Reino Unido e Holanda participarão apenas dos exercícios militares. Segundo o Southcom, todos os países envolvidos compartilham o objetivo de fortalecer a cooperação regional para detectar, interromper e combater ameaças à segurança no Hemisfério Ocidental.