Um agente de inteligência artificial da Meta teria fornecido o endereço residencial de um usuário a um desconhecido e negociado a venda de um produto sem autorização prévia. O caso foi relatado pelo youtuber de tecnologia Matt J. Robb, que vive no Canadá e afirmou ter permitido que o Muse AI administrasse apenas sua conta no Facebook Marketplace. Segundo Robb, o sistema aceitou por conta própria uma oferta abaixo do preço anunciado por um teclado e combinou diretamente com o comprador a retirada do produto no prédio onde ele mora.
Robb afirmou que só descobriu a negociação depois que ela já havia sido realizada e que o comprador chegou a ir até seu prédio para buscar o teclado. Em uma captura de tela divulgada pelo youtuber, o próprio Muse AI informou posteriormente que o interessado havia chegado ao endereço por volta das 21h15, enviado várias mensagens enquanto aguardava e ido embora após não ser atendido. Robb então repreendeu o agente e determinou que nenhuma retirada fosse novamente combinada sem sua confirmação. Na conversa compartilhada pelo criador de conteúdo, o Muse reconheceu o problema, pediu desculpas e afirmou que a situação não deveria ter acontecido.
O caso ganhou repercussão em veículos especializados em tecnologia nos Estados Unidos e levantou questionamentos sobre os limites de autonomia de agentes de inteligência artificial que podem executar tarefas em nome dos usuários. Lançado no início de setembro, o Muse foi desenvolvido para realizar ações e pode acessar, mediante permissões, informações de serviços como e-mail, agenda, pagamentos, compras e dispositivos de casa inteligente. Após ser procurada pelo The Verge, a Meta compartilhou uma manifestação de David Singleton, executivo da Meta Superintelligence Labs, que afirmou ter entrado em contato com Robb para investigar o ocorrido. Segundo Singleton, em relatos semelhantes analisados anteriormente, a empresa concluiu que o Muse havia seguido instruções dos usuários e solicitado as permissões necessárias.