Universidades públicas da Flórida deixarão de aceitar estudantes sem status migratório legal

Por Márcio Jandrey, Portal América.

Estudantes sem status migratório legal não poderão mais ingressar nas universidades públicas da Flórida a partir do ano acadêmico de 2027-28, após uma decisão aprovada nesta quinta-feira (3) pelo Conselho de Governadores do estado. A proibição será aplicada às novas matrículas e, pelas regras anunciadas, não deverá afetar estudantes que já estejam matriculados nas instituições. A medida amplia uma política semelhante adotada em junho pelo Conselho Estadual de Educação, que passou a exigir que alunos admitidos no Florida College System, que inclui instituições como o Valencia College, sejam cidadãos americanos ou estejam legalmente presentes nos Estados Unidos.

A decisão afetará estudantes que pretendiam iniciar futuramente o ensino superior público no estado. Alexander Vallejos, aluno da University of Central Florida (UCF) sem status migratório legal, afirmou que recebeu a notícia com preocupação, principalmente pelos estudantes mais jovens que serão atingidos pela nova regra. Vallejos chegou aos Estados Unidos com os pais quando tinha 1 ano, estudou no Palm Beach State College e deverá concluir sua graduação na UCF na próxima primavera. Como já está matriculado, ele não deverá ser afetado pela mudança, mas afirmou que outros jovens na mesma situação perderão a possibilidade de ingressar nas universidades públicas da Flórida.

O governador Ron DeSantis manifestou apoio à decisão e afirmou que as universidades e faculdades públicas devem priorizar moradores da Flórida e cidadãos americanos. O vice-governador Jay Collins também defendeu a medida, argumentando que os contribuintes do estado não devem financiar oportunidades educacionais para pessoas que estejam no país sem situação migratória regular. Vallejos, por outro lado, afirmou que estudantes como ele buscam uma oportunidade de continuar os estudos e construir seu próprio caminho por meio da educação. A UCF foi procurada para comentar a decisão do Conselho de Governadores, mas não se manifestou sobre a nova regra.

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