O presidente Donald Trump participou nesta sexta-feira (11) de uma cerimônia no Pentágono para marcar os 25 anos dos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001. Durante o discurso, Trump afirmou que os Estados Unidos enfrentaram o que classificou como um “mal genuíno” naquele dia e declarou que as vítimas nunca serão esquecidas. Os atentados realizados pela Al-Qaeda deixaram 2.977 mortos após quatro aviões comerciais serem sequestrados e atingirem o World Trade Center, em Nova York, o Pentágono, na região de Washington, e uma área próxima a Shanksville, na Pensilvânia. No Pentágono, onde 184 pessoas morreram, Trump relembrou histórias de algumas das vítimas e prestou homenagem aos socorristas, policiais e militares.
Em sua fala, Trump também fez referência à “guerra ao terror”, política adotada pelos Estados Unidos após os ataques, e homenageou os militares norte-americanos que participaram dos conflitos iniciados nas décadas seguintes. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, acompanhou o presidente na cerimônia e também destacou a atuação das equipes de emergência e das pessoas que responderam aos atentados. As consequências do 11 de Setembro ultrapassaram as mortes registradas naquele dia: centenas de integrantes do Corpo de Bombeiros de Nova York, além de outros socorristas e moradores, morreram posteriormente após desenvolver doenças relacionadas à exposição à poeira tóxica liberada pelo desabamento das Torres Gêmeas.
Trump também utilizou parte do discurso para abordar a atual guerra dos Estados Unidos contra o Irã, iniciada em fevereiro, e reiterou que seu governo pretende impedir que Teerã desenvolva uma arma nuclear. O presidente classificou o Irã como o principal patrocinador do terrorismo no mundo e relacionou o atual conflito à política de segurança nacional norte-americana. O governo iraniano afirma que seu programa de enriquecimento de urânio tem objetivos pacíficos e que o país não possui armas nucleares. Além da cerimônia no Pentágono, homenagens pelos 25 anos do 11 de Setembro foram realizadas em Nova York e na Pensilvânia, reunindo familiares das vítimas, autoridades e sobreviventes para lembrar os quase 3 mil mortos nos ataques de 2001.