O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) aumentou neste domingo (23) as chances de desenvolvimento de dois sistemas no Atlântico que podem se transformar na próxima depressão tropical ou tempestade da temporada. O sistema que merece maior atenção para a Flórida é uma onda tropical que deve deixar a costa oeste da África e avançar para o Atlântico nesta segunda-feira. Segundo os meteorologistas, uma área de baixa pressão pode se formar nos próximos dias, e as condições atmosféricas poderão favorecer o desenvolvimento gradual do sistema enquanto ele se desloca para oeste, pelo Atlântico tropical.
O NHC estima atualmente em 50% a possibilidade de formação do sistema nos próximos sete dias, com potencial para se tornar uma depressão tropical entre a metade e o fim da próxima semana. A previsão indica que a onda deverá avançar de maneira geral para oeste a uma velocidade entre 15 e 20 milhas por hora, mas ainda não há indicação de que o sistema represente uma ameaça imediata para a Flórida. Outro sistema, identificado como Invest 95, também está sendo monitorado a cerca de 400 milhas a sudeste das Bermudas. Essa área de baixa pressão apresenta sinais de organização e tem 40% de chance de desenvolvimento, podendo se transformar brevemente em uma depressão ou tempestade tropical nos próximos dias, embora a previsão indique que permanecerá bem ao nordeste das Bermudas.
A temporada de furacões do Atlântico de 2026 começou em 1º de junho e, até agora, teve apenas três tempestades nomeadas: Arthur, Bertha e Cristobal. Os próximos nomes da lista são Dolly e Edouard. A NOAA revisou recentemente sua previsão e agora estima a formação de sete a 13 tempestades nomeadas, das quais duas a seis podem atingir a categoria de furacão. A agência também considera possível que não haja furacões de grande intensidade nesta temporada ou que sejam registrados, no máximo, dois. Apesar do ritmo abaixo da média até o momento, o período de maior atividade da temporada está apenas começando e normalmente se estende até meados de outubro, o que mantém o monitoramento do Atlântico em alta nas próximas semanas.