A Tempestade Tropical Hanna se formou nesta segunda-feira (28) no Atlântico e se tornou a oitava tempestade tropical da temporada de furacões de 2026, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). Às 17h, o centro do sistema estava localizado no Atlântico subtropical central, cerca de 1.545 quilômetros a leste-nordeste das Bermudas, com ventos máximos sustentados de 72 km/h. Hanna se deslocava para leste-sudeste a aproximadamente 27 km/h e, de acordo com os meteorologistas, não representa ameaça para áreas terrestres. Os ventos com força de tempestade tropical se estendem por até 145 quilômetros a partir do centro do sistema.
A previsão indica que Hanna deverá manter o deslocamento geral para leste-sudeste durante os próximos dois dias antes de mudar de direção para leste-nordeste. O NHC prevê apenas uma pequena intensificação no curto prazo e estima que o sistema se transforme em um ciclone pós-tropical até a segunda metade desta semana. O órgão também continua acompanhando a Depressão Tropical Fay, localizada no Atlântico central, cerca de 2.130 quilômetros a oeste-sudoeste dos Açores. Fay apresentava ventos máximos de aproximadamente 56 km/h e também não representava ameaça para áreas terrestres, com previsão de se tornar um ciclone pós-tropical nas próximas 36 horas.
Com Hanna, a temporada de 2026 já registrou oito tempestades nomeadas: Arthur, Bertha, Cristobal, Dolly, Edouard, Fay, Gonzalo e Hanna. Apesar do número de sistemas, nenhum deles havia atingido a intensidade de furacão até agora. A temporada do Atlântico começou em 1º de junho e termina em 30 de novembro, com o período de maior atividade normalmente concentrado entre meados de agosto e meados de outubro. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) prevê entre sete e 13 tempestades nomeadas neste ano, das quais duas a seis podem se transformar em furacões e até duas podem atingir a categoria de grande furacão. Em uma temporada média, o Atlântico registra 14 tempestades nomeadas, sete furacões e três sistemas de categoria 3 ou superior.