O presidente Donald Trump anunciou nesta terça-feira (22), durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, que o governo norte-americano passará a usar o termo “Super Inteligência” em vez de “inteligência artificial” em documentos oficiais. A decisão foi anunciada depois de Trump realizar enquetes nas redes sociais para escolher uma nova denominação para a tecnologia. O presidente afirmou que o novo termo é mais adequado e voltou a rejeitar propostas para desacelerar o desenvolvimento da IA, dizendo que não pretende limitar o crescimento de uma tecnologia que, segundo ele, poderá ter impacto maior que a Revolução Industrial.
Outro ponto de destaque do discurso foi o Irã. Trump defendeu as ações militares dos Estados Unidos contra o país e voltou a afirmar que Washington não permitirá que Teerã desenvolva uma arma nuclear. O presidente norte-americano afirmou acreditar que um acordo poderá ser alcançado depois das eleições legislativas dos Estados Unidos, em novembro, mas também ameaçou ampliar a ofensiva caso isso não aconteça. Trump chegou a levantar publicamente a possibilidade de “aniquilar” a República Islâmica e pediu aos demais países que reforcem o isolamento econômico do Irã para pressionar o governo iraniano a negociar.
As declarações ocorreram em um momento de forte tensão entre Washington e Teerã. Nesta terça-feira, uma autoridade iraniana disse à Reuters que o país estaria disposto a reabrir o Estreito de Ormuz em até sete dias caso os Estados Unidos reduzam a pressão militar e suspendam o bloqueio aos portos iranianos. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que Washington está aberto a conversar com representantes do Irã durante a Assembleia Geral, e reiterou que o objetivo dos Estados Unidos é impedir que Teerã obtenha uma arma nuclear.