Roger Federer será oficialmente incluído no International Tennis Hall of Fame neste sábado (29), em Newport, Rhode Island, recebendo uma das principais homenagens do tênis quatro anos depois de encerrar sua carreira profissional. Aos 45 anos, o suíço será homenageado ao lado da ex-jogadora e comentarista Mary Carillo e afirmou que esta será sua primeira visita a Newport. A cerimônia reconhece uma trajetória marcada por 1.251 vitórias, 103 títulos no circuito e 20 troféus de Grand Slam. Federer também conquistou cinco títulos consecutivos do US Open, entre 2004 e 2008, e viveu um de seus períodos mais dominantes entre 2004 e 2006, quando acumulou 247 vitórias e apenas 15 derrotas. Entre 2005 e 2007, ainda alcançou dez finais consecutivas de Grand Slam, recorde no tênis masculino, vencendo oito delas.
Às vésperas da entrada no Hall da Fama, Federer afirmou que somente depois da aposentadoria percebeu que seu legado não estava relacionado apenas às vitórias, aos forehands, backhands e títulos conquistados dentro das quadras. O suíço destacou que passou a ouvir com mais frequência comentários sobre sua personalidade e sobre a maneira como tratava adversários, jornalistas, organizadores, funcionários dos torneios e boleiros. Esse comportamento também marcou sua carreira: Federer recebeu o prêmio de esportividade da ATP de 2004 a 2009 e novamente entre 2011 e 2017, além de ser escolhido como favorito dos fãs durante 19 anos consecutivos, entre 2003 e 2021. Sua popularidade voltou a ficar evidente nesta semana, quando retornou ao US Open para disputar uma exibição em Flushing Meadows pela primeira vez desde 2019 e atraiu longas filas de torcedores para o Arthur Ashe Stadium antes mesmo do início oficial do torneio.
Federer também relembrou os aproximadamente 25 anos que passou viajando pelo circuito e afirmou sentir falta da rotina dos torneios, das cidades visitadas e das relações construídas durante a carreira. Além das principais competições em Nova York, Londres e Paris, o suíço participou de eventos em diferentes partes do mundo, incluindo uma exibição contra Rafael Nadal na Cidade do Cabo, na África do Sul, acompanhada por quase 52 mil pessoas, e outra contra Alexander Zverev na Cidade do México, que reuniu mais de 42 mil espectadores. Atualmente, Federer continua ligado ao esporte, joga ocasionalmente com os filhos e procura comparecer a alguns torneios ao longo do ano. Casado com Mirka e pai de dois pares de gêmeos, ele afirma estar confortável com a vida após a aposentadoria, mas mantém o tênis como parte importante de sua rotina. A entrada no International Tennis Hall of Fame passa agora a registrar oficialmente uma carreira que combinou alguns dos maiores resultados da história do esporte com uma relação duradoura com jogadores e torcedores.