O acordo de paz entre Estados Unidos e Irã foi oficialmente assinado nesta quarta-feira (17) pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian, encerrando formalmente o conflito que se estendeu por mais de três meses no Oriente Médio. A assinatura antecipou a cerimônia presencial que estava prevista para acontecer em Genebra, na Suíça, e permitiu a entrada imediata em vigor do memorando de entendimento. Segundo autoridades dos dois países, o documento estabelece o fim permanente das hostilidades, incluindo operações militares no Líbano, além de abrir caminho para negociações de um acordo definitivo nos próximos 60 dias.
O memorando conta com 14 pontos e prevê medidas como a reabertura do Estreito de Ormuz, a suspensão gradual das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao Irã e a criação de um programa de reconstrução econômica estimado em pelo menos US$ 300 bilhões. O texto também determina a retirada progressiva das forças militares norte-americanas da região, a liberação de ativos iranianos congelados e a retomada das exportações de petróleo do país. Em contrapartida, Teerã reafirma o compromisso de não desenvolver ou adquirir armas nucleares, enquanto aceita mecanismos de supervisão internacional para monitorar o cumprimento das cláusulas relacionadas ao programa nuclear.
A formalização do acordo foi apresentada pelos governos como um marco diplomático para a estabilidade regional. Além de encerrar oficialmente a guerra, o documento estabelece um mecanismo de supervisão para garantir o cumprimento dos compromissos assumidos e prevê que um tratado definitivo seja ratificado pelo Conselho de Segurança da ONU. A expectativa é que a implementação das primeiras medidas acelere a normalização do tráfego marítimo no Golfo Pérsico e reduza as tensões geopolíticas em uma das regiões mais estratégicas para o mercado global de energia.