Pesquisadores revisam projeções e apontam temporada de furacões abaixo da média

Por Márcio Jandrey, Portal América.

As previsões para a temporada de furacões de 2026 no Atlântico ficaram ainda mais otimistas: pesquisadores da Universidade Estadual do Colorado (CSU), uma das principais referências mundiais em monitoramento climático, revisaram para baixo suas estimativas e agora projetam uma temporada abaixo da média histórica. A atualização reduz o número esperado de tempestades nomeadas de 13 para 11, além de diminuir a previsão de furacões de seis para cinco. A principal razão para a mudança é o fortalecimento do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico, que tem se mostrado mais intenso do que o previsto inicialmente e tende a dificultar a formação de ciclones tropicais no Atlântico.

Segundo os especialistas, o El Niño aumenta os ventos em altos níveis da atmosfera sobre o Atlântico tropical, criando um ambiente menos favorável para o desenvolvimento e fortalecimento de tempestades. A nova projeção indica a possibilidade de 11 tempestades nomeadas, cinco furacões e dois furacões de grande intensidade, classificados como categoria 3 ou superior. Em comparação, uma temporada considerada normal costuma registrar cerca de 14 tempestades nomeadas, sete furacões e três grandes furacões. O relatório também reduziu significativamente as probabilidades de impactos diretos nos Estados Unidos. A chance de um grande furacão atingir a costa leste americana caiu para 24%, enquanto o risco para a costa do Golfo do México foi estimado em apenas 14%.

Apesar da previsão mais tranquila, os meteorologistas reforçam que a população não deve baixar a guarda. Historicamente, basta um único furacão atingir uma área habitada para transformar uma temporada aparentemente calma em um período marcado por destruição e prejuízos. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e a AccuWeather também divulgaram previsões apontando para uma atividade abaixo da média neste ano. Ainda assim, especialistas recomendam que moradores de áreas costeiras mantenham seus planos de emergência atualizados e acompanhem regularmente os avisos meteorológicos, já que a temporada de furacões segue oficialmente até 30 de novembro e os meses mais ativos costumam ocorrer entre agosto e outubro.

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