A NASA apresentou nesta terça-feira (26) um plano detalhado para construir uma base fixa na Lua nas próximas décadas, ampliando os objetivos do programa Artemis e reforçando a nova corrida espacial internacional. Durante o anúncio, o administrador da agência, Jared Isaacman, afirmou que o projeto prevê a criação de uma presença humana permanente no Polo Sul lunar, região considerada estratégica pela existência de água congelada e condições favoráveis para futuras missões espaciais. Segundo ele, a instalação da base exigirá superar desafios extremos, como altos níveis de radiação, temperaturas severas e terrenos acidentados. “A base na Lua é tão bonita quanto pode ser hostil”, declarou.
A primeira etapa do projeto começa ainda em 2026 com as missões Moon Base I, II e III, que terão como objetivo explorar o terreno lunar, transportar equipamentos científicos e testar tecnologias essenciais para futuras operações humanas. A NASA também revelou imagens conceituais mostrando drones, veículos robóticos, módulos de pouso e habitações semipermanentes que deverão ser utilizados na superfície lunar. Empresas privadas como a SpaceX, Blue Origin e Astrobotic participarão do desenvolvimento das máquinas e sistemas de pouso. O plano prevê mais de 25 lançamentos até 2029, incluindo missões tripuladas e o envio de toneladas de equipamentos para preparar a futura infraestrutura lunar.
A agência espacial americana pretende iniciar a segunda fase do projeto entre 2029 e 2032, período em que serão construídos sistemas de energia nuclear e solar, veículos de transporte e estruturas permanentes para astronautas. A partir de 2032, a meta é estabelecer presença humana contínua na Lua, transformando o satélite em uma plataforma para pesquisas científicas e futuras viagens para Marte. O anúncio também ocorre em meio à disputa crescente com a China, que avança em seus próprios planos para enviar astronautas à superfície lunar até 2030. Para a NASA, a nova base lunar será fundamental para garantir a liderança dos Estados Unidos na exploração espacial nas próximas décadas.