Trump intervém, FIFA reverte punição e Balogun é liberado para defender os Estados Unidos

Por Márcio Jandrey, Portal América.

O presidente Donald Trump entrou em contato diretamente com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para questionar a expulsão do atacante Folarin Balogun durante a vitória da seleção norte-americana sobre a Bósnia e Herzegovina, na fase anterior da Copa do Mundo de 2026. Após uma apelação, a entidade máxima do futebol decidiu suspender a punição automática, liberando o jogador para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final. Trump comemorou a decisão nas redes sociais e afirmou que a FIFA corrigiu uma “grande injustiça”.

Balogun havia recebido cartão vermelho após revisão do VAR, em lance analisado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, por um pisão no tornozelo do zagueiro Muharemovic. Segundo uma autoridade americana, o governo dos Estados Unidos apresentou informações adicionais durante o processo de recurso, que foi analisado por um conselho disciplinar independente. A FIFA converteu a suspensão em um período probatório de um ano, permitindo que o atacante permaneça à disposição da seleção, desde que não volte a cometer uma infração grave nesse intervalo. O técnico Mauricio Pochettino celebrou a decisão e afirmou que a expulsão foi injusta, ressaltando que a equipe já havia sido suficientemente prejudicada ao atuar com um jogador a menos durante boa parte da partida.

A decisão, porém, provocou forte reação da Federação Belga de Futebol, próxima adversária dos Estados Unidos na Copa. Em comunicado oficial, a entidade afirmou estar surpresa com a reversão da suspensão e argumentou que o Código Disciplinar da FIFA prevê punição automática para cartões vermelhos em partidas do torneio. Os dirigentes belgas também alegaram que a medida contraria o regulamento da Copa do Mundo e informaram que avaliam possíveis ações para contestar a liberação de Balogun, defendendo a preservação dos princípios de igualdade e fair play na competição.

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