Tempestade Tropical Cristobal se forma no Atlântico enquanto NHC monitora novos sistemas

Por Márcio Jandrey, Portal América.

A Tempestade Tropical Cristobal se formou no Atlântico nesta quarta-feira (12), mas não representa ameaça para áreas terrestres. Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), o sistema estava localizado a cerca de 880 milhas (1.415 km) a oeste dos Açores, com ventos máximos sustentados de 45 mph (72 km/h). Cristobal seguia para leste a 25 mph (40 km/h) e a previsão é de que avance em direção leste-nordeste, perca velocidade e se dissipe na quinta-feira.

A atenção das autoridades, principalmente em relação ao potencial impacto futuro sobre a Flórida e o Caribe, está voltada para dois outros sistemas no Atlântico tropical. O principal deles, identificado como Invest 92, estava a aproximadamente 950 milhas (1.530 km) a oeste-sudoeste das ilhas de Cabo Verde e apresentava áreas mais organizadas de chuva e tempestades. O NHC estima 80% de chance de desenvolvimento nos próximos dois dias e também nos próximos sete dias, com possibilidade de formação de uma depressão tropical enquanto o sistema avança para oeste ou oeste-noroeste. Caso se transforme em tempestade tropical, receberá o nome de Dolly. Outro sistema, localizado algumas centenas de milhas ao sul de Cabo Verde, tem 20% de chance de desenvolvimento em 48 horas e 40% em sete dias.

O NHC também acompanha o Invest 93, localizado a cerca de 1.000 milhas (1.609 km) a leste-nordeste das Bermudas e se afastando da costa dos Estados Unidos. O sistema chegou a apresentar ventos com força de tempestade, mas sua circulação está alongada e as tempestades associadas perderam organização. Há 50% de possibilidade de desenvolvimento nos próximos dois dias, embora a previsão indique que o sistema alcance águas mais frias na quinta-feira, reduzindo suas chances de fortalecimento. Até agora, a temporada de furacões de 2026 teve apenas duas tempestades nomeadas, Arthur e Bertha. A NOAA prevê entre sete e 13 tempestades nomeadas durante a temporada, que vai até 30 de novembro, sendo de duas a seis com potencial para se tornarem furacões. O período de maior atividade ainda está começando, normalmente concentrado entre meados de agosto e meados de outubro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *