A cidade de Nova York está próxima de proibir os tradicionais passeios de carruagens puxadas por cavalos no Central Park, encerrando uma atividade turística que existe há mais de 150 anos. O prefeito Zohran Mamdani e a presidente da Câmara Municipal, Julie Menin, chegaram a um acordo para avançar com o projeto de lei, que será votado em 22 de outubro. A proposta já conta com o apoio de 29 dos 51 vereadores, número suficiente para sua aprovação. Caso seja aprovada, a proibição entrará em vigor em 1º de junho de 2028, afetando aproximadamente 150 condutores e mais de 180 cavalos envolvidos na atividade.
A decisão ganhou força após a morte do turista indiano Romanch Mahajan, de 18 anos, em junho de 2026, durante um passeio de carruagem com familiares. Segundo relatos, o cavalo disparou, provocando um acidente que terminou com a morte do jovem. O episódio intensificou a pressão de organizações de proteção animal e grupos preocupados com a segurança dos visitantes. Uma pesquisa encomendada pela Central Park Conservancy apontou que 68% dos nova-iorquinos apoiam o fim dos passeios. Defensores da proibição argumentam que o trânsito e a movimentação do parque representam riscos para os animais e passageiros, enquanto os operadores afirmam que a atividade é uma tradição importante para o turismo da cidade.
O projeto também estabelece medidas para proteger os cavalos e auxiliar os trabalhadores afetados. Os proprietários ficarão proibidos de vender os animais para abate ou transferi-los para outras empresas de carruagens, sendo obrigados a garantir uma destinação humanitária. A prefeitura deverá apresentar, até abril de 2027, um plano de transição profissional, que poderá incluir compensações financeiras, embora os pagamentos não sejam obrigatórios. Representantes sindicais criticam a falta de garantias econômicas, enquanto empresários do setor alertam para os custos de manutenção dos animais após o encerramento das atividades. Quem continuar oferecendo passeios depois da entrada em vigor da proibição poderá receber multas de até US$ 10 mil.