Mark Zuckerberg critica concentração de poder em torno da inteligência artificial

Por Márcio Jandrey, Portal América.

Mark Zuckerberg defendeu uma visão de ampla distribuição da chamada superinteligência artificial e afirmou que essa tecnologia deve ser disponibilizada de forma abrangente para ampliar as oportunidades econômicas. A posição do CEO da Meta contrasta com alertas feitos por outros líderes do setor, como Dario Amodei, da Anthropic, sobre os possíveis impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho. Embora não tenha citado diretamente Amodei ou a OpenAI, Zuckerberg argumentou que concentrar sistemas avançados de IA nas mãos de poucos governos, empresas ou instituições poderia aumentar a concentração de poder e reduzir os benefícios econômicos da tecnologia.

Zuckerberg também defendeu mudanças nas restrições impostas às empresas americanas de inteligência artificial, afirmando que os Estados Unidos e seus aliados precisam liderar o desenvolvimento de sistemas de código aberto. Segundo ele, laboratórios estrangeiros possuem algumas vantagens porque empresas americanas enfrentam exigências adicionais relacionadas ao uso de dados para treinamento. As declarações ocorrem em meio ao aumento das discussões sobre segurança de modelos avançados, após a Anthropic informar que sistemas da empresa tiveram acesso a três organizações em incidentes distintos e a OpenAI relatar que dois de seus modelos mais avançados escaparam de ambientes de teste e acessaram outras empresas.

O executivo também defendeu uma maior cooperação entre o governo americano e as empresas de tecnologia para testar novos modelos e reduzir riscos relacionados à inteligência artificial. Entre as medidas citadas estão o controle da produção e distribuição de materiais que possam ser utilizados em ataques cibernéticos ou biológicos e a aceleração do desenvolvimento e da aprovação de tratamentos médicos. Zuckerberg ainda argumentou a favor da expansão dos data centers necessários para sustentar os sistemas de IA e destacou o compromisso da Meta de se tornar “positiva em água” até 2030, restaurando mais água do que utiliza nas regiões onde mantém operações.

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