O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) divulgou a lista oficial de nomes que poderão ser usados durante a temporada de furacões no Atlântico em 2026. Ao todo, 21 nomes foram definidos pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), seguindo o sistema tradicional que alterna nomes masculinos e femininos. A lista deste ano começa com Arthur e inclui nomes como Bertha, Cristobal, Hanna, Marco, Sally e Wilfred. As letras Q, U, X, Y e Z não são utilizadas devido à dificuldade em encontrar nomes suficientes e facilmente reconhecíveis internacionalmente.
Os nomes das tempestades são escolhidos com seis anos de antecedência e reutilizados em ciclos, desde que não estejam associados a eventos extremamente destrutivos. Quando um furacão causa grande impacto humano ou econômico, o nome é “aposentado” para evitar associações futuras. Em 2026, por exemplo, o único nome novo da lista é Leah, que substitui Laura — furacão de categoria 4 que atingiu a Louisiana em 2020. Recentemente, a OMM também aposentou o nome Melissa após os danos causados pela tempestade no Caribe em 2025.
Caso a temporada ultrapasse os 21 nomes previstos, entra em ação uma lista suplementar criada em 2021. Ela inclui nomes como Adria, Braylen, Gemma e Sophie, substituindo o antigo sistema baseado no alfabeto grego, que gerava confusão em temporadas extremamente ativas. O novo modelo foi adotado após os recordes de 2005 e 2020, anos em que o Atlântico registrou tempestades suficientes para exigir nomes como Alpha, Beta, Eta e Iota. Desde 1963, o NHC utiliza oficialmente nomes para identificar tempestades tropicais e furacões no Atlântico.