Anthropic vai marcar conteúdos gerados pelo Claude para identificar uso de IA

Por Márcio Jandrey, Portal América.

A Anthropic anunciou que passará a identificar conteúdos gerados pelo Claude com marcas digitais que possam ser reconhecidas por sistemas automatizados, em uma medida voltada ao cumprimento das novas regras de transparência da União Europeia para inteligência artificial. Textos produzidos por modelos compatíveis receberão marcas d’água invisíveis incorporadas ao próprio conteúdo, enquanto arquivos como imagens poderão incluir metadados de procedência assinados digitalmente. As marcações serão aplicadas globalmente aos modelos e produtos compatíveis da empresa, incluindo Claude, API, Claude Code, Claude Cowork e Claude Tag.

A medida acompanha as obrigações previstas no AI Act da União Europeia, que estabelecem novas exigências para a identificação de conteúdos produzidos ou manipulados por sistemas de IA. Segundo a Anthropic, novos modelos lançados na União Europeia a partir de 2 de agosto de 2026 terão suporte às marcações desde o primeiro dia, enquanto a implementação nos modelos anteriores ainda está em andamento. Para imagens e outros arquivos compatíveis, a empresa utilizará o padrão C2PA, que permite registrar informações sobre a origem e o histórico de um conteúdo. No caso dos textos, a companhia afirma que a marca d’água será incorporada diretamente ao material e poderá permanecer mesmo após cópias e algumas edições.

A Anthropic também informou que pretende disponibilizar mecanismos para que usuários e terceiros possam verificar a presença dessas marcas, embora ainda não tenha divulgado todos os detalhes técnicos do sistema de detecção. A empresa ressalta que as marcações não serão uma prova definitiva de que determinado conteúdo foi criado originalmente pelo Claude, já que a ferramenta também pode ser usada para revisar, traduzir ou modificar materiais produzidos por outras fontes. Da mesma forma, a ausência de uma marca não significa necessariamente que um conteúdo não tenha sido gerado por inteligência artificial, pois marcas podem desaparecer após edições extensas, conversões de arquivos ou outras formas de processamento.

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