Lula e Trump conversam por telefone sobre tarifas dos EUA e relações comerciais com o Brasil

Por Márcio Jandrey, Portal América.

O presidente Lula conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira (21), em uma reunião de 1 hora e 20 minutos sobre as relações comerciais e de segurança entre os dois países. Segundo o Palácio do Planalto, o diálogo teve tom “amistoso e cordial”, mas Lula afirmou que as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros são infundadas. O presidente brasileiro também argumentou que as medidas prejudicam as economias dos dois países e defendeu a continuidade das negociações como caminho para solucionar os impasses comerciais.

Durante a conversa, Lula rebateu os argumentos utilizados pelo governo norte-americano para justificar as barreiras comerciais, que envolvem temas como desmatamento, combate à corrupção, funcionamento do PIX, mercado de etanol e supostas importações de produtos relacionados a trabalho forçado. O presidente brasileiro apresentou a posição do governo sobre cada um dos pontos e destacou a necessidade de preservar a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos. De acordo com o Planalto, Trump concordou que é importante manter o diálogo comercial e sugeriu que as equipes técnicas dos dois governos retomem as reuniões o mais rapidamente possível.

A segurança pública e o combate ao crime organizado também fizeram parte da conversa. Lula afirmou que o Brasil está disposto a ampliar a cooperação com os Estados Unidos, mas defendeu que as facções criminosas brasileiras não sejam classificadas como organizações terroristas. O presidente citou medidas adotadas pelo governo, como a estratégia de estrangulamento financeiro das facções, que já resultou na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões, além do plano de transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima. Trump, segundo o governo brasileiro, demonstrou disposição para fortalecer a parceria na área e indicou que integrantes de alto escalão da administração americana deverão participar das próximas negociações.

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