O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (17) um contrato de US$ 22,9 bilhões com a Raytheon para acelerar a produção de mísseis Tomahawk, em uma medida voltada à recomposição dos estoques militares dos Estados Unidos. O acordo terá duração de sete anos e prevê a ampliação da fabricação anual para mais de 1.000 unidades. Atualmente, a empresa produz cerca de 60 mísseis por ano, e o governo norte-americano considera o armamento estratégico para operações de longo alcance e para a capacidade de dissuasão militar.
O Tomahawk é lançado a partir de navios e submarinos e foi utilizado pelos Estados Unidos durante a guerra contra o Irã. O míssil é projetado para atingir alvos terrestres com precisão a grandes distâncias e tem custo elevado: segundo as informações divulgadas, cada unidade pode custar entre US$ 2 milhões e US$ 3,5 milhões, dependendo das condições de produção e da urgência da entrega. No novo contrato, o valor estimado por míssil será de aproximadamente US$ 3,3 milhões caso a Raytheon alcance a produção de 1.000 unidades por ano.
A expansão da produção ocorre em meio a uma política do governo para acelerar a fabricação de armamentos e recompor estoques considerados reduzidos após o uso intenso de munições em conflitos recentes e o fornecimento de equipamentos a países aliados. Os Estados Unidos registraram redução nos estoques de sistemas como os mísseis Patriot, ATACMS e PrSM, além de ampliarem a produção de outros equipamentos, como os sistemas antimísseis THAAD e componentes dos mísseis SM-3.