Luigi Mangione, acusado de matar Brian Thompson, então CEO da UnitedHealthcare, admitiu nesta sexta-feira (14) ter atirado contra o executivo durante uma audiência em um tribunal federal de Manhattan, em Nova York. Mangione também se declarou culpado da acusação federal de perseguição, encerrando a disputa sobre essa parte do processo. Após a confissão, a Justiça marcou a leitura da sentença para 18 de dezembro deste ano. A Procuradoria de Nova York informou que pretende pedir prisão perpétua, embora a condenação federal não permita mais a aplicação da pena de morte.
O caso envolve dois processos distintos, um na Justiça federal e outro na Justiça estadual de Nova York. A defesa de Mangione pretende usar a declaração de culpa no processo federal para tentar anular a ação estadual, argumentando que ele não poderia ser julgado duas vezes pelo mesmo crime. Os promotores estaduais, porém, devem sustentar que as acusações são juridicamente diferentes. No processo estadual, Mangione responde por homicídio, crimes relacionados a armas e falsificação de documento, enquanto a ação federal trata da acusação de perseguição. O julgamento estadual está previsto para começar em 8 de setembro, caso a tentativa da defesa de anulá-lo não seja aceita.
Mangione foi preso na Pensilvânia cinco dias depois da morte de Thompson, ocorrida em 4 de dezembro de 2024, em frente a um hotel de luxo em Manhattan. Antes da confissão desta sexta-feira, ele havia se declarado inocente das acusações federais de homicídio, posse ilegal de arma e perseguição. Em janeiro deste ano, a juíza federal Margaret Garnett rejeitou as acusações federais de homicídio e posse de arma por questões jurídicas, mantendo a possibilidade de uma condenação por perseguição. O caso ganhou grande repercussão nos Estados Unidos e nas redes sociais, enquanto Mangione passou a receber apoio de grupos críticos ao sistema de seguros de saúde; uma campanha online destinada a financiar sua defesa arrecadou mais de US$ 1,5 milhão.