O CEO da Epic Games, Tim Sweeney, acusou a Apple de atuar junto ao governo dos Estados Unidos para prejudicar as relações entre o país e o Brasil após mudanças regulatórias impostas pelo governo brasileiro à App Store e ao iOS. Durante uma entrevista a jornalistas brasileiros, Sweeney afirmou que a empresa estaria utilizando lobistas ligados ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para influenciar decisões comerciais e manter práticas que, segundo ele, violam a legislação. A Apple negou as acusações e classificou as declarações como falsas.
A empresa também afirmou que continua colaborando com autoridades brasileiras para adequar seu ecossistema às exigências regulatórias e destacou o acordo firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Segundo a Apple, o objetivo é cumprir as determinações legais enquanto preserva mecanismos considerados importantes para a segurança e o funcionamento do ambiente digital. A companhia reiterou que segue apoiando desenvolvedores brasileiros e trabalhando em conjunto com os órgãos reguladores do país.
Durante a entrevista, Sweeney voltou a criticar as medidas adotadas pela Apple para atender às novas regras sobre lojas alternativas de aplicativos no Brasil. O executivo afirmou que a empresa mantém exigências que dificultam a instalação e o funcionamento dessas plataformas, como processos adicionais para os usuários e restrições ao iPadOS. Ele informou ainda que a Epic Games pretende recorrer novamente ao Cade para contestar essas práticas e buscar mudanças nas regras aplicadas pela Apple às lojas externas de aplicativos.