Flávio Bolsonaro pede aos EUA que não imponham tarifas sobre produtos brasileiros

Por Márcio Jandrey, Portal América.

Flávio Bolsonaro participou nesta terça-feira (7) de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para discutir a proposta de novas tarifas sobre produtos brasileiros e pediu que o governo americano adie a adoção da medida. Em discurso feito em inglês, o senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL afirmou que este não é o momento adequado para aplicar as tarifas, destacando que o Brasil realizará eleições presidenciais em outubro e que o cenário político poderá mudar nos próximos meses. Ao lado de Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos, Flávio defendeu a manutenção da parceria comercial entre os dois países e pediu que Washington opte pela negociação em vez da taxação.

Durante a audiência, o senador argumentou que existem mecanismos mais específicos para lidar com eventuais divergências entre os dois países, sem a necessidade de impor tarifas que afetariam empresas e produtores brasileiros. Flávio também afirmou que medidas comerciais desse tipo poderiam atingir setores que não têm relação com as questões discutidas entre os governos e reforçou que o Brasil e os Estados Unidos mantêm uma relação econômica considerada estratégica. A participação do parlamentar ocorreu de forma independente, sem representar oficialmente o governo brasileiro, que optou por enviar apenas observadores ao evento.

Além da discussão sobre o tarifaço, Flávio Bolsonaro abordou temas como corrupção, criticou o governo do presidente Lula e defendeu o sistema de pagamentos instantâneos PIX, afirmando que a ferramenta beneficia consumidores e empresas, inclusive americanas. O senador também criticou a ausência de representantes do governo federal entre os participantes da audiência pública. Enquanto isso, o Itamaraty mantém sua estratégia de atuação por meio de negociações técnicas e diplomáticas, após já ter apresentado oficialmente aos Estados Unidos uma resposta contestando os argumentos utilizados pelo USTR para justificar a investigação comercial envolvendo o Brasil.

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