Crise global de memórias força Apple a aumentar preços de seus dispositivos

Por Márcio Jandrey, Portal América.

A Apple anunciou uma ampla rodada de reajustes em sua linha de produtos após o forte aumento nos custos de chips de memória e armazenamento, impactando consumidores nos Estados Unidos e em diversos mercados internacionais. Segundo a empresa, a alta sem precedentes dos componentes obrigou a fabricante a repassar parte dos custos aos clientes, encerrando uma estratégia que vinha sendo adotada para absorver os aumentos sem alterar os preços finais. Entre os produtos afetados estão Macs, iPads, Apple TVs, HomePods e Vision Pro.

Os aumentos atingiram praticamente toda a linha de computadores da empresa. O novo MacBook Neo passou de US$ 600 para US$ 700 na versão de entrada, enquanto modelos do MacBook Air e MacBook Pro registraram reajustes superiores a 15% em alguns casos. Equipamentos voltados ao público profissional também sofreram elevações significativas, como o Mac Studio, que chegou a ter aumento de até 32,5%, e o Mac mini, cujo modelo básico passou de US$ 600 para US$ 800. A Apple afirmou que a crise no mercado global de memórias continua pressionando a cadeia de suprimentos e pode se estender pelos próximos anos.

Os novos preços também alcançaram a linha de iPads e outros dispositivos da marca. O iPad básico teve reajustes de até 28,5%, enquanto versões do iPad Air e do iPad Pro registraram aumentos que ultrapassam 20% em determinadas configurações. Fora dos tablets, a Apple TV 4K apresentou uma das maiores altas, chegando a 66,6% na versão de 128 GB. Já os HomePods e o Vision Pro também ficaram mais caros. Como a política de preços internacionais da companhia é baseada nos valores praticados nos Estados Unidos, os reajustes passaram a ser refletidos automaticamente em mercados como o Brasil.

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