Os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin se reuniram em Anchorage, no Alasca, para discutir o conflito na Ucrânia. O encontro, realizado em local militar com tapete vermelho e escolta aérea, teve duração de quase três horas e contou com participação de assessores de alto escalão como Marco Rubio e Steve Witkoff pelo lado americano, e Sergey Lavrov e Yury Ushakov pelo russo.
Apesar de Trump chamar a reunião de “extremamente produtiva”, não houve assinatura de nenhum acordo formal ou cessar-fogo. O presidente dos Estados Unidos afirmou que houve “grandes progressos” e que os próximos passos dependem do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e da Otan. Putin, por sua vez, mencionou um “entendimento” e advertiu para que a Europa não atrapalhe a continuidade das negociações, reafirmando a necessidade de suas preocupações de segurança serem consideradas.
As declarações finais destacaram que ainda não há acordo e que as divergências permanecem, especialmente nos temas centrais do cessar-fogo e das garantias territoriais. Ambos indicaram interesse em futuras reuniões — possivelmente em Moscou e incluindo Zelensky. Mas, por enquanto, a cúpula acabou sem resolução concreta sobre o conflito ucraniano.