Trump chama morte de Charlie Kirk de “momento sombrio” e culpa esquerda radical

Por Márcio Jandrey, Portal América.

O presidente Donald Trump classificou como um “momento sombrio” o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, baleado durante um evento na Universidade Utah Valley, nesta quarta-feira. Em um discurso carregado de emoção, Trump responsabilizou a “esquerda radical” pelo clima de hostilidade e pelo aumento da violência política nos Estados Unidos. Segundo ele, o caso de Kirk se soma a outros episódios de intolerância e perseguição contra conservadores no país, algo que, em suas palavras, “precisa parar imediatamente”.

Charlie Kirk, de 31 anos, era próximo de Trump e fundador da organização estudantil Turning Point USA, um dos movimentos conservadores mais influentes nos campus universitários americanos. Conhecido por mobilizar jovens em torno do movimento MAGA (“Make America Great Again”), ele se tornou uma das principais vozes da direita nos últimos anos. Trump destacou sua relevância ao chamá-lo de “mártir da verdade e da liberdade”, afirmando que sua morte representa não apenas uma perda pessoal, mas também um duro golpe contra milhões de jovens que viam em Kirk um símbolo de liderança e inspiração.

O caso reacendeu os debates sobre violência política nos EUA, que já atravessam o período mais intenso desde a década de 1970. Enquanto o FBI investiga o ataque, Trump prometeu que seu governo vai perseguir os responsáveis “com todo o peso da lei”, comparando o atentado contra Kirk ao ataque sofrido por ele próprio em um comício na Pensilvânia, em 2024. Em meio à comoção, o episódio fortalece ainda mais a narrativa de polarização política no país e coloca em evidência a escalada de riscos que figuras públicas enfrentam ao se exporem em eventos abertos ao público.

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