O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (28) que pretende “pausar permanentemente” a imigração de pessoas provenientes de países que ele classifica como “terceiro mundo”, embora não tenha especificado quais nações seriam afetadas pela medida. Em uma publicação feita durante a madrugada após o Dia de Ação de Graças, Trump declarou que essa suspensão seria necessária para que, segundo ele, o sistema migratório dos Estados Unidos pudesse “se recuperar totalmente”. O republicano também afirmou que planeja eliminar benefícios e subsídios destinados a não cidadãos que vivem no país, defendendo ainda a desnaturalização de imigrantes que, em sua visão, representariam riscos à tranquilidade doméstica ou seriam incompatíveis com os valores da “Civilização Ocidental”.
Trump associou novamente problemas sociais internos ao aumento de imigrantes, reforçando críticas ao governo Biden, que, segundo ele, teria permitido a entrada ilegal de milhões de pessoas. O ex-presidente prometeu revogar tais admissões, chegando a mencionar autorizações concedidas por “Autopen”, uma ferramenta automática usada para assinaturas. Em sua série de declarações, Trump afirmou que apenas uma política de “migração reversa” seria capaz de resolver o que classifica como crise migratória, vinculando diretamente o fluxo de estrangeiros a episódios de criminalidade, pressão sobre serviços públicos e degradação urbana.
As falas do presidente também ocorreram em um momento de forte mobilização governamental após o ataque que feriu dois soldados da Guarda Nacional perto da Casa Branca nesta quarta-feira (26), resultando na morte de uma das vítimas. O suspeito, Rahmanullah Lakanwal, um afegão que chegou aos EUA em 2021 com visto especial para colaboradores do governo americano, foi detido e acusado pelo crime. A situação levou Trump a suspender temporariamente todas as solicitações de imigração de residentes do Afeganistão e reforçar medidas já anunciadas, como a revisão de green cards de estrangeiros de 19 países considerados sensíveis.