O presidente Donald Trump anunciou nesta terça-feira (7) o adiamento em duas semanas do ultimato feito ao Irã, condicionando a decisão à reabertura completa do Estreito de Ormuz. A medida foi confirmada por autoridades iranianas e ocorre após dias de forte tensão, com ameaças de ataques militares por parte de Washington. O prazo inicial se encerraria às 21h desta terça-feira (horário de Brasília), e previa ações contra alvos estratégicos iranianos caso não houvesse acordo.
Segundo Trump, a suspensão dos ataques foi motivada por um pedido de autoridades do Paquistão, que atuam como mediadoras nas negociações entre os dois países. Em publicação, o presidente afirmou que o cessar-fogo será bilateral e que os Estados Unidos já atingiram seus principais objetivos militares. Ele também declarou que recebeu uma proposta de paz com 10 pontos apresentada pelo Irã, considerada uma base viável para um acordo definitivo, indicando que a maior parte das divergências já foi superada e que o período adicional deve permitir a conclusão das negociações.
Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, confirmou o entendimento e afirmou que Teerã suspenderá ações defensivas desde que os ataques sejam interrompidos. O acordo prevê ainda a liberação controlada do Estreito de Ormuz durante a trégua, sob coordenação militar iraniana. As negociações formais devem começar na sexta-feira (10), no Paquistão, em meio a um cenário de tensão regional ampliada, que incluiu bombardeios recentes e ameaças de retaliação envolvendo países do Golfo.