Surto de gripe aviária mata 19 cisnes no Lake Eola, em Orlando

Por Márcio Jandrey, Portal América.

O número de cisnes mortos durante o surto de gripe aviária no Lake Eola Park, em Orlando, subiu para 19, segundo informações de autoridades municipais nesta segunda-feira (5). Desde as primeiras mortes registradas em dezembro, a prefeitura já trabalhava com a hipótese de gripe aviária, que agora foi confirmada por exames de necropsia. Ao todo, 21 aves morreram no parque, incluindo um anhinga e um íbis, sendo todos os cisnes da espécie Royal Mute.

Especialistas apontam que os cisnes-mudos estão entre as aves mais vulneráveis ao vírus. Um relatório do British Trust for Ornithology indicou que a espécie foi a que mais testou positivo para gripe aviária no Reino Unido em 2021 e a segunda mais afetada em 2022. O caso de Lake Eola representa apenas uma pequena parcela de um cenário mais amplo: dados do Center for Infectious Disease Research and Policy, da Universidade de Minnesota, apontam mais de 128 mil infecções em aves registradas em cinco estados norte-americanos, com base em informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

A prefeitura informou que equipes dos parques municipais consultaram veterinários e a Florida Fish and Wildlife Conservation Commission, que recomendaram permitir que o vírus siga seu curso natural para que o grupo desenvolva imunidade, processo que pode levar cerca de um mês. Medidas preventivas incluem a higienização frequente das áreas onde os cisnes se concentram, a remoção de comedouros públicos e alertas para que visitantes evitem contato com fezes de aves. Antes do surto, o lago abrigava entre 50 e 60 cisnes, além de diversas aves silvestres e migratórias, consideradas possíveis vetores da doença.

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