O presidente Donald Trump afirmou que se precisar fazer as coisas do “jeito difícil” com a Venezuela, os Estados Unidos vão fazer. A fala ocorreu a bordo do Air Force One, após Trump ser questionado sobre o motivo de querer dialogar com Nicolás Maduro, mesmo considerando o líder venezuelano chefe de uma organização terrorista. O comentário surge no mesmo momento em que os EUA oficializam a inclusão do Cartel de los Soles, supostamente comandado por Maduro, em sua lista de grupos terroristas, medida que amplia o poder americano para atingir alvos ligados ao regime venezuelano.
Nos bastidores, informações divulgadas pelo site Axios apontam que Trump pretende conversar diretamente por telefone com Maduro, embora o contato não tenha data prevista. Ao mesmo tempo, a presença militar dos Estados Unidos no Caribe vem aumentando desde setembro, com o envio do porta-aviões Gerald Ford, caças F-35 e oito navios de guerra. Segundo autoridades americanas, o objetivo declarado dessas operações é combater o narcotráfico na região.
A possibilidade de uma intervenção militar, embora negada oficialmente, continua sendo especulada por analistas e opositores de Maduro. O governo venezuelano acusa os Estados Unidos de usar a classificação do Cartel de los Soles como pretexto para promover uma mudança de regime, classificando a iniciativa como “ridícula”. Já autoridades americanas afirmam que as operações secretas não têm como objetivo matar Maduro, mas sim desarticular redes de narcotráfico associadas ao governo venezuelano.