Michael Jordan, seis vezes campeão da NBA, agora também pode se chamar vencedor da Daytona 500. No domingo (15), Tyler Reddick conquistou a “Great American Race” com uma ultrapassagem na última volta em Daytona International Speedway, provocando uma celebração eufórica do coproprietário da 23XI Racing. Jordan, que completa 63 anos nesta semana, abraçou Reddick na Victory Lane e ergueu ao lado dele o troféu Harley J. Earl, já antecipando o presente de aniversário: um anel da Daytona 500 tamanho 13, como fez questão de avisar. “Parece que ganhei um campeonato”, disse o Hall da Fama da NBA, comparando a emoção ao brilho de seus títulos nas quadras.
A vitória foi construída no estilo clássico de Daytona nos tempos modernos: paciência estratégica durante a maior parte das 200 voltas e explosão total nos instantes finais. Reddick, de 30 anos, liderou apenas uma volta — justamente a da bandeirada — em uma corrida que teve um recorde de 25 pilotos diferentes na liderança. Após largar no meio do pelotão e sobreviver ao jogo de xadrez de combustível e posicionamento, ele aproveitou o caos derradeiro. Com ajuda do companheiro Riley Herbst, avançou com força, tocou em Chase Elliott, que acabou batendo, e disparou rumo à vitória em meio a acidentes atrás dele. “Verdadeira loucura de Daytona”, resumiu Reddick, que perdeu a voz de tanto gritar e encerrou um jejum de 38 corridas sem vencer.
O triunfo teve peso emocional ainda maior para a equipe. Reddick vinha de um ano difícil, dedicado em grande parte ao tratamento do filho pequeno, diagnosticado com um tumor no peito que afetava o coração. Denny Hamlin, coproprietário e piloto veterano, também enfrentou frustrações recentes dentro e fora das pistas, e terminou apenas em 31º após um acidente tardio que definiu o sprint final. Antes da prova, Hamlin lembrou aos funcionários que eles tinham o poder de levar alegria a Michael Jordan, algo que, segundo ele, poucas coisas no mundo conseguem fazer. Ao final, com Bubba Wallace emocionado após liderar 40 voltas e Jordan radiante após meses de tensões judiciais com a NASCAR, a 23XI celebrou não apenas uma vitória histórica, mas um momento de redenção coletiva. Para Jordan, acostumado a decidir no estouro do cronômetro, foi mais uma confirmação: estar na posição certa no momento decisivo faz toda a diferença.