A JPMorgan Chase e a Apple anunciaram oficialmente um acordo pelo qual o maior banco dos Estados Unidos se tornará o novo emissor do Apple Card, substituindo o Goldman Sachs. A transição está prevista para ocorrer ao longo de aproximadamente 24 meses, sujeita a aprovações regulatórias, e deve transferir mais de US$ 20 bilhões em saldos de cartões para a plataforma do Chase. O movimento fortalece ainda mais a presença do JPMorgan no mercado de cartões de crédito e consolida a estratégia do banco sob a liderança do CEO Jamie Dimon, ampliando sua atuação no varejo financeiro.
Para o JPMorgan, o acordo representa uma expansão relevante do seu portfólio de cartões, embora venha acompanhada de custos: o banco espera registrar uma provisão de cerca de US$ 2,2 bilhões para perdas de crédito no quarto trimestre de 2025, relacionada ao compromisso de compra futura da carteira. Ainda assim, a operação reforça a posição do Chase como líder no segmento. Já para o Goldman Sachs, a saída do Apple Card simboliza mais um passo no desmonte de sua estratégia de crédito ao consumidor, após prejuízos bilionários e o reconhecimento de que o negócio não se alinhava mais às prioridades do banco.
Do ponto de vista dos usuários, a Apple garantiu que a experiência do Apple Card seguirá praticamente inalterada durante e após a transição. Benefícios como até 3% de cashback diário ilimitado, ferramentas de controle de gastos no Apple Wallet, Apple Card Family, parcelamento sem juros em produtos da Apple e acesso a uma conta-poupança de alto rendimento serão mantidos. A Mastercard continuará como a bandeira do cartão, assegurando aceitação global. Segundo executivos das três empresas, a parceria entre Apple e Chase tem como objetivo aprofundar a inovação em pagamentos e serviços financeiros, mantendo o foco na experiência do usuário e na saúde financeira dos consumidores.