Maduro acusa EUA de preparar invasão e promete “luta armada” em defesa da Venezuela

Por Márcio Jandrey, Portal América.

As tensões no Caribe aumentaram após o presidente Nicolás Maduro afirmar que oito embarcações militares americanas, acompanhadas de um submarino nuclear, já se dirigem em direção à Venezuela. Segundo ele, a frota dos EUA carrega cerca de 1.200 mísseis “apontados” para o território venezuelano, configurando aquilo que chamou de “a maior ameaça à América Latina no último século”. Maduro prometeu que, em caso de ataque, o país entrará em um período de “luta armada” em defesa de sua soberania, mobilizando tropas e milicianos diante da possibilidade de confronto direto com os Estados Unidos.

O envio das forças militares foi autorizado pelo governo de Donald Trump oficialmente como parte de uma operação contra cartéis de drogas na América Latina. Contudo, analistas avaliam que o tamanho e a composição da frota, que inclui um esquadrão anfíbio e aviões espiões, são desproporcionais para uma simples ação antidrogas, levantando especulações sobre uma possível intervenção militar contra o regime chavista. A Casa Branca evita detalhar os objetivos da missão, mas reforça que “toda a força” será usada contra Maduro, considerado fugitivo da Justiça americana e acusado de liderar o suposto Cartel de los Soles.

Enquanto os EUA alegam combater o tráfico, críticos apontam que interesses econômicos, sobretudo o petróleo, também estão em jogo. A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas do mundo, com mais de 300 bilhões de barris, recurso estratégico que já foi alvo de declarações anteriores de Trump sobre “tomar” o país. Diante da pressão, Caracas intensificou o discurso de resistência: mobilizou milhões de milicianos, reforçou a presença militar na fronteira com a Colômbia e pediu apoio da ONU para conter o que considera uma agressão iminente.

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