O governo dos Estados Unidos voltou a se pronunciar de forma crítica em relação ao Brasil, com declarações que mencionaram diretamente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em publicação na rede social X, o subsecretário de Diplomacia Pública do Departamento de Estado afirmou que o Dia da Independência do Brasil foi um lembrete do compromisso americano em apoiar o povo brasileiro na defesa da liberdade e da justiça. A mensagem, republicada pela Embaixada dos EUA em Brasília, acusou Moraes e outras autoridades de abusos de poder que, segundo Washington, comprometem direitos fundamentais.
As críticas se somam às declarações recentes do presidente Donald Trump, que demonstrou irritação com a condução política do Brasil e não descartou restringir vistos de autoridades brasileiras durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Trump classificou o atual governo brasileiro como “radicalmente de esquerda” e destacou que medidas como tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros já foram adotadas como forma de pressão. O republicano também voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro, alegando que ele enfrenta uma “caça às bruxas” na Justiça brasileira.
Esse novo capítulo evidencia tensões nas relações bilaterais entre os dois países. Embora o Brasil siga sendo um parceiro estratégico em várias áreas, o posicionamento firme dos EUA reflete sua disposição em usar instrumentos diplomáticos e econômicos para contestar governos que considera desalinhados com princípios democráticos e de mercado. As possíveis restrições durante a Assembleia da ONU levantam preocupações, mas também reforçam o papel dos Estados Unidos como ator central nas discussões globais sobre democracia e direitos individuais.