Ryan Routh foi condenado à prisão perpétua nesta quarta-feira (4) por uma tentativa de assassinato contra o presidente Donald Trump. A sentença foi proferida pela juíza distrital Aileen Cannon, após o júri concluir que o réu planejou matar Trump quando ele ainda era candidato à Presidência. O ataque ocorreu em 15 de setembro de 2024, no Trump International Golf Club, em West Palm Beach, na Flórida, onde Routh foi flagrado por um agente do Serviço Secreto armado com um fuzil, escondido atrás de uma cerca enquanto o então candidato jogava golfe. Promotores sustentaram que o plano foi elaborado ao longo de meses e que o acusado demonstrou disposição para matar qualquer pessoa que interferisse em seu objetivo.
Durante o julgamento, a acusação destacou a gravidade e o nível de planejamento da ação, afirmando que a rápida intervenção do Serviço Secreto foi decisiva para evitar um desfecho fatal. “Esse plano foi cuidadosamente elaborado e era mortalmente sério”, afirmou o promotor John Shipley, acrescentando que Trump não teria sobrevivido sem a atuação do agente. Routh, que decidiu atuar como seu próprio advogado, negou a intenção de matar o presidente e pediu uma pena de 27 anos, alegando problemas de saúde mental e afirmando que os jurados teriam sido induzidos a erro. O pedido foi rejeitado pela juíza, que acolheu a solicitação do Ministério Público pela pena máxima.
Além da tentativa de assassinato, Routh foi condenado por outros crimes, incluindo porte ilegal de armas e obstrução de um agente federal. Após a leitura do veredicto, ele tentou se ferir com uma caneta dentro do tribunal e precisou ser contido por agentes federais. Em nota, a procuradora-geral Pamela Bondi afirmou que a condenação reforça o compromisso do Departamento de Justiça em punir atos de violência política, classificando o ataque como uma afronta às instituições democráticas do país.