O governador da Flórida, Ron DeSantis, comentou nesta segunda-feira (5) a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, dois dias após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na prisão do ditador venezuelano e de sua esposa. Em entrevista coletiva no condado de Baker, DeSantis afirmou que Maduro já havia sido indiciado anteriormente por crimes federais e que a ação foi bem-sucedida ao levá-lo à Justiça. O governador, no entanto, não atribuiu crédito direto ao presidente Donald Trump pela operação.
Maduro foi capturado no sábado (3) e levado para Nova York, onde compareceu ao tribunal federal de Manhattan nesta segunda-feira e se declarou inocente das acusações de tráfico de drogas e armas apresentadas inicialmente em 2020. A prisão repercutiu fortemente entre políticos da Flórida, estado que concentra a maior população de venezuelanos nos Estados Unidos. Aliados republicanos de Trump, como o senador Rick Scott e o deputado Byron Donalds, elogiaram publicamente a ação, citando ameaças à segurança nacional.
Já o deputado democrata Darren Soto, de Orlando, adotou um tom mais cauteloso. Embora tenha classificado a captura de Maduro como um avanço para a democracia venezuelana, criticou a ausência de autorização prévia do Congresso, levantando questionamentos sobre a legalidade da missão. DeSantis, por sua vez, afirmou esperar que os venezuelanos consigam se libertar do que chamou de herança do regime chavista e voltou a relacionar a crise venezuelana às políticas migratórias, destacando ações recentes do governo estadual em cooperação com autoridades federais para reforçar a fiscalização imigratória na Flórida.