Ghislaine Maxwell, condenada por atuar como cúmplice de Jeffrey Epstein, recusou-se nesta segunda-feira (9) a responder às perguntas de uma comissão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, invocando o direito constitucional de não produzir provas contra si. Segundo parlamentares, Ghislaine compareceu após meses de resistência a uma intimação, mas optou por permanecer em silêncio durante o depoimento. A decisão já havia sido antecipada por sua equipe de defesa no domingo (8).
Os advogados da britânica informaram à comissão que ela estaria disposta a depor caso recebesse um indulto presidencial de Donald Trump. Maxwell cumpre atualmente pena de 20 anos de prisão por aliciar jovens, muitas delas menores de idade, para o esquema de exploração sexual liderado por Epstein, com quem manteve relacionamento desde a década de 1980 até pouco antes da morte do financista, em 2019. O caso voltou ao centro do debate público após o Departamento de Justiça divulgar recentemente milhões de documentos internos relacionados à investigação.
A recusa em responder às perguntas gerou reação de parlamentares democratas, que acusaram a Casa Branca de acobertamento e questionaram quem Maxwell estaria protegendo. O depoimento ocorreu em meio à pressão sobre o presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, o republicano James Comey, que vinha sendo cobrado a aplicar o mesmo rigor adotado em intimações contra outras figuras públicas, como Bill Clinton e Hillary Clinton, ambos já convocados a prestar esclarecimentos ainda neste mês.