A França determinou que toda a rede hospitalar esteja preparada para um cenário de guerra total na Europa até março de 2026, com hospitais funcionando como centros de tratamento de vítimas de guerra. O plano prevê o atendimento não apenas de soldados franceses, mas também de aliados da Otan. O Ministério da Saúde destacou que a medida busca antecipar as necessidades da população civil e integrar a demanda militar. Caso o Artigo 5 da aliança seja acionado, países como os Estados Unidos entrariam automaticamente no conflito, ampliando o impacto para além da Europa.
A preocupação surge em meio à crescente tensão com a Rússia. O general alemão Carsten Breuer, chefe das Forças Armadas, afirmou que a Otan estará em alerta máximo durante os exercícios russos Zapad 2025 em Belarus. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, reforçou que a ameaça é real, citando ainda a possibilidade de ações coordenadas entre Moscou e Pequim, com a Rússia mirando territórios da aliança e a China aumentando a pressão sobre Taiwan. Ele também alertou para o aumento de produção militar, já que a Rússia estaria produzindo três vezes mais munição em três meses do que toda a Otan em um ano.
Enquanto a Europa acelera seus preparativos, os reflexos chegam também às Américas. Os Estados Unidos, principal potência da Otan, reforçam sua presença militar no continente europeu e se preparam para liderar uma resposta em caso de escalada. Já o Brasil, embora não faça parte da aliança, acompanha com atenção os desdobramentos, preocupado com os efeitos econômicos e geopolíticos de uma guerra global. O governo brasileiro tem reforçado sua posição de defesa da diplomacia e da mediação, mas analistas apontam que uma crise dessa magnitude teria impactos diretos no comércio, na segurança energética e na estabilidade internacional.