A Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida (FWC) suspendeu temporariamente as licenças que permitiam a captura de tubarões e arraias para aquários, após a polêmica envolvendo a captura de uma gigantesca manta no litoral do estado. O episódio, ocorrido em julho e destinado ao SeaWorld Abu Dhabi, gerou indignação pública e críticas de parlamentares estaduais e federais, que cobraram mudanças permanentes nas regras.
A medida vem após anos de concessões especiais que permitiram capturas de espécies em risco, inclusive mantas que nunca chegaram a ser exibidas devido à morte em cativeiro. A reação foi intensificada após a divulgação de um vídeo mostrando a remoção de uma dessas raias, apelidadas de “anjos do mar”, de águas próximas a Panama City Beach. Para críticos, permitir que animais ameaçados sejam retirados de seu habitat natural apenas para exibição em aquários estrangeiros representa uma ruptura com os princípios históricos da política de conservação da Flórida.
Apesar das críticas, defensores da prática argumentam que o número de capturas é mínimo e que exibir espécies como a manta gigante ajuda na educação ambiental e na conscientização sobre sua preservação. Organizações como a Association of Zoos and Aquariums afirmam que esses animais podem atuar como “embaixadores” da conservação, inspirando o público a proteger a vida marinha. Ainda assim, cientistas e ativistas locais, como o Florida Manta Project, sustentam que o bem-estar das mantas é comprometido em cativeiro devido à sua inteligência, tamanho e padrões migratórios.