Após mais de três décadas em uso, o Metropolitan Transportation Authority anunciou o fim da venda do MetroCard a partir de 1º de janeiro, marcando o encerramento de uma era no transporte público de Nova York. Introduzido em 1994, o cartão magnético substituiu os antigos tokens e se tornou parte da rotina de moradores e turistas, apesar das dificuldades comuns no uso, como erros na passada pelo leitor e problemas de saldo. Os cartões já adquiridos continuarão sendo aceitos por tempo indeterminado, segundo a autoridade de transporte.
O MetroCard trouxe mudanças importantes ao sistema, como a possibilidade de tarifas diferenciadas, passes ilimitados e transferências gratuitas entre ônibus e metrô, benefícios inexistentes na era dos tokens. Ao longo dos anos, o cartão também ganhou relevância cultural, com o lançamento de centenas de edições comemorativas que celebraram eventos históricos, esportivos e culturais da cidade. Essas versões transformaram o MetroCard em item de coleção e até em matéria-prima para obras artísticas, reforçando seu papel simbólico na identidade nova-iorquina.
Com a descontinuação do MetroCard, o sistema de pagamento passa a ser totalmente baseado no OMNY, que permite o acesso ao transporte por meio de cartões bancários, celulares, relógios inteligentes ou cartões próprios recarregáveis. A MTA afirma que a mudança reduzirá custos operacionais e facilitará o uso do transporte, mas o fim do cartão físico também gera resistência entre usuários habituais, que veem no MetroCard um símbolo histórico da cidade e uma lembrança de décadas de convivência com o sistema de transporte urbano