A Força Aérea dos Estados Unidos iniciou a modificação de um Boeing 747 doado pelo Catar, segundo o porta-voz da corporação. A aeronave será adaptada para “suporte aéreo executivo” e, de acordo com o presidente Donald Trump, poderá ser utilizada futuramente como um novo Air Force One. Os detalhes sobre quais empresas estão envolvidas no processo e quais modificações específicas serão implementadas permanecem em sigilo por questões de segurança.
Especialistas apontam que transformar um avião de segunda mão em uma aeronave presidencial é um desafio monumental. O processo envolve desmontar quase toda a estrutura, mantendo apenas a fuselagem, e reconstruí-la com sistemas avançados de comunicação e segurança. O custo estimado para a modernização é inferior a US$ 400 milhões, e a previsão é que os trabalhos levem de alguns meses a até dois anos. Além da Força Aérea, outras agências como a CIA, a NSA, o Serviço Secreto e a Agência de Comunicações da Casa Branca participam da supervisão do projeto.
A aceitação do Boeing 747 doado pelo Catar é vista por parte do governo como um gesto de pragmatismo e vantagem estratégica. O aproveitamento da aeronave permitirá aos Estados Unidos economizarem recursos, ao mesmo tempo em que modernizam sua frota de suporte aéreo executivo. Além disso, a cooperação reforça a imagem de Washington como um parceiro capaz de transformar doações internacionais em ganhos concretos de segurança e tecnologia, fortalecendo a posição americana no cenário global.