O presidente Donald Trump afirmou que está pronto para aplicar uma segunda fase de sanções contra a Rússia, em resposta ao mais recente ataque aéreo do Kremlin à Ucrânia. O bombardeio com drones e mísseis deixou ao menos quatro mortos e atingiu inclusive um prédio do governo em Kiev, intensificando a pressão internacional. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o episódio como um “crime deliberado” e cobrou mais firmeza da comunidade internacional diante das ações russas.
As declarações de Trump acontecem em um momento delicado, semanas após sua reunião com Vladimir Putin no Alasca, onde ambos discutiram um possível tratado de paz. Na ocasião, o líder russo pediu a anexação de parte do território ucraniano como condição para encerrar a guerra, proposta que Trump chegou a considerar, ressaltando que Kiev ainda manteria “grande parte de seu território”. A ideia, no entanto, foi imediatamente rejeitada por Zelensky e pelos países europeus, que defenderam garantias de segurança mais robustas para a Ucrânia.
Apesar dos encontros diplomáticos recentes, o cenário segue sem avanços concretos. Nenhum cessar-fogo foi firmado, e os ataques mostram que Moscou continua apostando na pressão militar. Para Trump, as sanções adicionais seriam um instrumento de reforço à diplomacia, buscando limitar a capacidade de ataque da Rússia e forçar avanços nas negociações. Já para a Ucrânia e seus aliados, o desafio permanece em equilibrar diálogo e defesa, enquanto a guerra segue impondo mortes e destruição.