O fim da isenção para pacotes de baixo valor nos Estados Unidos gerou um impacto imediato no comércio internacional. Dados da União Postal Universal (UPU) mostram que o tráfego de encomendas com destino ao país caiu mais de 80% logo após a medida entrar em vigor, em 29 de agosto. Até então, compras de até US$ 800 podiam entrar sem cobrança de tarifas, o que favorecia especialmente o comércio eletrônico e pequenas remessas. Agora, todos os pacotes precisam passar pela alfândega, com taxas que podem variar entre 10% e 50%.
A nova regra levou 88 operadores postais a suspenderem parcial ou totalmente os envios aos EUA, alegando não ter estrutura técnica para recolher e repassar os tributos exigidos. Companhias aéreas também informaram não estar preparadas para assumir a responsabilidade, o que ampliou as dificuldades logísticas. A medida, segundo a Casa Branca, é uma forma de fechar brechas usadas tanto por empresas estrangeiras para evitar tarifas quanto por criminosos que exploravam o sistema para enviar drogas ao território americano.
A decisão provocou reação internacional. A UPU, ligada à ONU, enviou uma carta ao secretário de Estado Marco Rubio manifestando preocupação com os efeitos sobre o comércio global e a vida cotidiana de consumidores e empresas. Classificada como uma “grande disrupção operacional”, a mudança pode atingir até mesmo pequenas remessas pessoais e presentes entre familiares, enquanto os países tentam adaptar seus sistemas às novas exigências.