O dólar fechou em queda de 1,41% nesta terça-feira (27), cotado a R$ 5,2056, registrando o menor patamar desde maio de 2024. A valorização do real ocorreu em um dia de maior otimismo no mercado, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,79%, atingindo um novo recorde de fechamento aos 181.919 pontos. Os movimentos refletem a reação dos investidores à prévia da inflação de janeiro, que apontou alta de 0,20%, levemente abaixo do esperado, e ao cenário global de cautela em torno das decisões de juros previstas para esta quarta-feira, na chamada Superquarta.
A divulgação do IPCA-15 reforçou a percepção de desaceleração da inflação no Brasil, com destaque para os aumentos em saúde, cuidados pessoais e comunicação, enquanto os preços de transporte registraram queda, principalmente devido à redução das passagens aéreas. O mercado projeta que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a Selic em 15%, mas já observa sinais sobre o início de um ciclo de cortes ainda no primeiro trimestre de 2026, estimando que a taxa encerre o ano em 12,25% ao ano, segundo o Boletim Focus.
No cenário internacional, o foco permanece na decisão do Federal Reserve (Fed), com expectativa de manutenção das taxas de juros e atenção especial às declarações do presidente da instituição, Jerome Powell, em meio à pressão política do presidente Donald Trump. Além disso, investidores monitoram tensões geopolíticas e acordos comerciais, como o recente pacto entre União Europeia e Índia, que reduz tarifas em diversos setores e amplia o comércio entre as regiões. Enquanto isso, as bolsas globais tiveram comportamento misto, com alta em grande parte da Ásia e da Europa, e Wall Street fechando sem direção única, refletindo o clima de cautela e expectativa antes das decisões de política monetária.