Dias após a ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na deposição e prisão de Nicolás Maduro, surgiram especulações sobre o possível uso de uma “arma misteriosa” pelas forças americanas. Um relato anônimo de um soldado venezuelano, amplamente divulgado nas redes sociais e repercutido por autoridades da Casa Branca, descreveu o emprego de uma tecnologia capaz de incapacitar tropas inteiras sem disparos convencionais. Segundo o testemunho, uma espécie de “onda sonora intensa” teria provocado fortes dores, sangramentos e perda momentânea de movimentos entre os soldados, levantando a hipótese do uso de armas sônicas ou de energia dirigida durante a operação em Caracas.
O debate ganhou força após declarações do presidente Donald Trump, que evitou confirmar detalhes, mas afirmou que os EUA possuem “armas secretas incríveis” que outros países não conhecem. A fala provocou reações internacionais, inclusive do Kremlin, que cobrou explicações sobre o suposto armamento. Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que tecnologias como armas sônicas e de energia dirigida não são novidade: elas vêm sendo estudadas há décadas e fazem parte da corrida militar por superioridade estratégica. No entanto, não há confirmação oficial de que esses sistemas tenham sido usados na Venezuela, e o silêncio do governo americano pode fazer parte de uma estratégia deliberada de dissuasão, baseada na incerteza.
Em meio às especulações, o Departamento de Guerra dos EUA confirmou publicamente que possui armas de energia dirigida, que utilizam laser ou micro-ondas em vez de projéteis físicos, e que trabalha para ampliar a escala e o poder desses equipamentos. Segundo documentos vazados do Pentágono, os investimentos nessa área chegam a cerca de US$ 1 bilhão por ano. Embora o governo não tenha comentado o uso dessas armas na operação contra Maduro, fontes de inteligência afirmam que tecnologias desse tipo podem provocar sintomas semelhantes aos relatados pelo soldado venezuelano.