A China alertou nesta quarta-feira (11) que o uso excessivo de inteligência artificial em operações militares pode gerar riscos graves para a segurança global. A advertência foi feita em meio a um debate nos Estados Unidos sobre a aplicação da tecnologia nas Forças Armadas. Autoridades chinesas afirmaram que a militarização da inteligência artificial pode levar a cenários semelhantes ao retratado no filme O Exterminador do Futuro, no qual máquinas controladas por sistemas avançados assumem controle e entram em conflito com humanos.
A discussão ocorre enquanto o governo do presidente Donald Trump enfrenta um impasse com a startup de inteligência artificial Anthropic. A empresa se recusa a permitir o uso irrestrito de sua tecnologia pelas Forças Armadas norte-americanas, enquanto autoridades do governo defendem ampliar o acesso a ferramentas de IA para aplicações militares, incluindo vigilância em larga escala e sistemas automatizados de ataque. Reportagens da imprensa internacional também indicam que modelos desenvolvidos pela empresa teriam sido utilizados na preparação da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Em comunicado, o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Jiang Bin, afirmou que permitir que algoritmos participem de decisões militares pode enfraquecer princípios éticos e aumentar o risco de perda de controle sobre tecnologias avançadas. Segundo ele, a militarização acelerada da inteligência artificial e seu uso em conflitos internacionais podem gerar consequências imprevisíveis. Na semana passada, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos incluiu a Anthropic em uma lista de empresas consideradas de risco para a segurança nacional, medida que determina a suspensão do uso de seus sistemas por fornecedores ligados ao Pentágono.