Brasil busca negociação, mas Estados Unidos ignoram apelos de Lula

Por Márcio Jandrey, Portal América.

O presidente Donald Trump declarou que o prazo para a implementação de tarifas sobre países sem acordos de comércio com os EUA “não será prorrogado”, encerrando a possibilidade de novas extensões que já haviam sido usadas anteriormente como tática de negociação. A estratégia faz parte de uma política de tarifas denominadas “recíprocas”, que buscam pressionar países como Brasil, Canadá, Índia e México a fecharem acordos bilaterais antes da data-limite de 1º de agosto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil permanece preocupado com a iminente imposição de tarifas comerciais pelos Estados Unidos, mas frisou que não age com temor diante da situação. Segundo ele, o governo brasileiro buscou diálogo direto com Washington em diversas ocasiões — incluindo mais de dez reuniões formais e o envio de uma carta oficial em maio —, mas não obteve resposta até o momento. Apesar da ausência de retorno, analistas internacionais apontam que o silêncio da administração Trump pode refletir uma estratégia deliberada de pressão, com foco em manter controle sobre os termos comerciais e fortalecer a posição americana nas negociações.

O vice-presidente Geraldo Alckmin manteve contato direto com autoridades dos EUA, especialmente com o secretário de Comércio Howard Lutnick, e empresas brasileiras já atingidas pela tensão, como Embraer e setores agroindustriais, se mobilizam em busca de apoio. O governo também estuda medidas de alívio, como linhas de crédito e apoio financeiro, focadas principalmente nos setores mais vulneráveis como exportações de café, carne, suco de laranja e produtos químicos.

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