O Bank of America concordou em pagar US$ 72,5 milhões para encerrar uma ação civil movida por mulheres que acusam a instituição de facilitar abusos sexuais cometidos por Jeffrey Epstein. O acordo foi informado em registros judiciais divulgados nesta sexta-feira (27) e ainda depende de aprovação do juiz Jed Rakoff, que agendou uma audiência para avaliar os termos. A negociação havia sido previamente indicada pelas partes como um “acordo em princípio”, sem detalhes públicos até então.
A ação coletiva, apresentada por uma mulher identificada como Jane Doe, sustenta que o banco ignorou movimentações financeiras suspeitas relacionadas a Epstein, mesmo diante de informações sobre seus crimes, priorizando interesses financeiros. A instituição, por sua vez, afirmou que prestou apenas serviços bancários rotineiros a clientes que, naquele momento, não tinham ligação conhecida com o financista, classificando as acusações como infundadas.
O processo também menciona operações envolvendo o investidor Leon Black, cofundador da Apollo Global Management, que realizou pagamentos a Epstein. Casos semelhantes já resultaram em acordos com outros bancos, como JPMorgan Chase e Deutsche Bank. Epstein morreu em 2019, em uma prisão em Manhattan, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual; a morte foi considerada suicídio pelas autoridades.