Autoridades da Flórida anunciam novas medidas para endurecer combate à imigração ilegal

Por Márcio Jandrey, Portal América.

Autoridades da Flórida reuniram-se nesta quinta-feira (15) para defender um endurecimento ainda maior das políticas de imigração ilegal no estado. O xerife do condado de Polk, Grady Judd, e o secretário de Finanças da Flórida, Blaise Ingoglia, participaram de uma coletiva de imprensa ao lado de representantes de forças de segurança da região de Tampa, onde detalharam medidas já adotadas e novos projetos de lei voltados ao combate à imigração irregular e a crimes associados. Segundo Ingoglia, as ações buscam corrigir falhas históricas da legislação federal e reduzir impactos sobre serviços públicos e a segurança das comunidades.

Durante o evento, Ingoglia criticou a Lei de Reforma e Controle da Imigração de 1986, que concedeu anistia a cerca de 3 milhões de imigrantes em situação irregular, mas, segundo ele, não foi acompanhada do reforço prometido na fiscalização. O secretário afirmou que, ao longo das décadas, leis enfraquecidas e programas estaduais acabaram funcionando como “ímãs”, atraindo mais imigração ilegal. Em resposta, a Flórida proibiu cidades-santuário, aumentou penas para tráfico de pessoas, incluiu esse crime na legislação estadual do tipo RICO e adotou uma série de restrições, como o fim da emissão de carteiras de motorista e IDs comunitários para imigrantes ilegais.

Ingoglia também apresentou novas propostas legislativas, entre elas a exigência de que testes e licenças para motoristas de caminhão comerciais sejam realizados apenas em inglês, a exclusão de imigrantes ilegais da cobertura de indenização trabalhista e restrições ao acesso a benefícios financeiros e habitacionais. Outro ponto central destacado foi a ampliação do programa federal 287G, que permite a cooperação entre autoridades locais e federais na imigração, com repasses financeiros às agências participantes. Na ocasião, diversos departamentos policiais da região receberam cheques de reembolso que, juntos, somam milhões de dólares, reforçando, segundo Judd, a estratégia de retirar das ruas pessoas em situação irregular com histórico criminal.

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