Pela primeira vez em mais de cinquenta anos, seres humanos se aventuraram além da órbita terrestre e, nesta segunda-feira (6), os astronautas da missão Artemis II superaram limites históricos ao atingir a maior distância registrada entre a Terra e humanos: 400.171 km. A bordo da cápsula Orion, estão os americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen, tornando-se a primeira missão tripulada a deixar a órbita terrestre desde o programa Apollo. Este marco simboliza não apenas um recorde de exploração, mas também a retomada de um programa ambicioso da NASA que visa levar humanos de volta à superfície lunar até 2028 e estabelecer uma presença permanente no satélite natural da Terra.
A viagem, que já está em seu quinto dia, segue em trajetória em forma de oito ao redor da Lua, sem previsão de pouso, e inclui observações científicas detalhadas, coleta de dados e registros fotográficos inéditos. Ao longo do dia, os astronautas enfrentarão momentos de comunicação interrompida ao passar pelo lado oculto da Lua, alcançarão o ponto mais próximo do satélite e o maior afastamento da Terra, estimado em 407.000 km. Essas etapas são essenciais para testar sistemas de suporte à vida, navegação e propulsão, preparando a Orion para futuras missões tripuladas que terão como objetivo Marte e além.
O retorno à Terra está programado para os próximos dias, com pequenas queimas de motor para alinhar a rota descendente. Antes da reentrada, a cápsula se separará do Módulo de Serviço Europeu, responsável pela propulsão principal, e enfrentará temperaturas extremas no escudo térmico até que os paraquedas desacelerem a descida e a Orion faça amerissagem no Oceano Pacífico, onde navios da Marinha americana estarão posicionados para o resgate. Entre os momentos emocionantes da missão, os astronautas receberam uma mensagem gravada de Jim Lovell, astronauta histórico das missões Apollo, e batizaram crateras lunares com nomes simbólicos, como “Carroll” e “Integrity”, conectando suas experiências à história e à herança das viagens espaciais humanas.